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Quilombo Fazenda Picinguaba, Ubatuba
Quilombo Fazenda Picinguaba, Ubatuba

O Quilombo Fazenda Picinguaba está localizado no município de Ubatuba, nas proximidades da Rod. Rio-Santos (BR 101), próximo da divisa entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Lá vivem cerca de 50 famílias que sobrevivem da agricultura familiar. A comunidade também utiliza sistemas agroflorestais para produzir feijão, milho, hortaliças, e frutas como jambo, abacate, mamão, jaca, banana, etc. Atualmente, a principal fonte de renda vem da comercialização de dois produtos: a Polpa de Juçara, cujo o manejo sustentável é feito em parceria com o IPEMA (Instituto de Permacultura da Mata Atlântica); e a Farinha de Mandioca, produzida na histórica Casa de Farinha do quilombo.

 

“Trabalhamos com produção da farinha de mandioca, suco e polpa do palmito juçara, e artesanato. Esses produtos são para a nossa sobrevivência e geração de renda. Hoje, nossa maior preocupaçao é garantir nosso território, nossa terra, e nossa cultura local. Temos um projeto de implantação do turismo rural sustentável, para dar melhor condiçoes de vida para nosso povo através da construção de um restaurante e de uma pousada comunitária. Também estamos recuperando o antigo alambique e a roda d’água da nossa casa da farinha. Sou a líder comunitária Laura de Jesus Braga.”

Principais demandas da comunidade

Título de posse da Terra. Atualmente a comunidade é reconhecida pela Fundação Quilombo dos Palmares, órgão do Ministério da Cultura que reconhece as comunidades de remanescentes quilombolas, e está na etapa final da regularização e reconhecimento pelo ITESP (Instituto de Terras de São Paulo), que é o órgão responsável pela emissão do título da terra. Como há sobreposição com o Parque Estadual da Serra Do Mar (PESM), o processo se torna ainda mais complicado, pois envolve terras da União. “Hoje não podemos plantar, pois estamos dentro de uma Unidade de Conservaçao ambiental (PESM). Por isso também, não podemos controlar o turismo por aqui e precisamos do título da terra.”

 

Comercialização de Produtos Artesanais. “A comunidade possui uma casa de farinha movida por uma roda d’água, com possibilidade de fabricar até 300kg de farinha de mandioca por dia. Temos também o suco e a polpa da juçara, que é o Açaí da Mata Atlântica, além de compotas, doces e geléias produzidos com as frutas da região.”

 

Capacitação da População Local para o Turismo. “Precisamos de cursos de capaciataçao para monitores (condutores). Nossos jovens querem ser capacitados para acompanhar os turistas aqui na região. Estamos de portas abertas para pesquisadores e universitários. Hoje, quem explora nossas trilhas são pessoas que não tem nada a ver com a comunidade.” Aoka realizará uma “Experiência Beta” para a região em Março de 2010, ajudando a comunidade a definir trilhas e roteiros potencialmente interessantes na região.

 

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Casa de Farinha sec XIX
Foto: Daniel Contrucci
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Casa de pau-a-pique
Foto: Daniel Contrucci
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Colabore com a Casa de Farinha
Foto: Daniel Contrucci
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Crianças na frente da Igrejinha da Comunidade
Foto: Daniel Contrucci
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Culinária tradicional - salada de coração de banana
Foto: Daniel Contrucci
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Farinha tostando
Foto: Daniel Contrucci
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Grupo de Percussão da Comunidade
Foto: Daniel Contrucci
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Pousada Comunitária - Obra interrompida por falta de recursos
Foto: Daniel Contrucci
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Roda d'água da Casa de Farinha
Foto: Daniel Contrucci
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Seu Zé Pedro - Guardião da Casa de Farinha
Foto: Daniel Contrucci
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Telecentro Comunitário construido por Marcia e Sergio da ONG Verdever
Foto: Daniel Contrucci

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