R. Ibiraçu, 226 - São Paulo, SP, Brasil
F +55 11 2386 1320 - aoka@aoka.com.br
Imagine...
Depois de rolar na cama por conta da ansiedade de ver as ondas da Indonésia, chegou a hora.
Abro a fresta da janela e sinto os primeiros raios do sol tocarem meu rosto. Mais um dia ensolarado. Separo meu equipamento preferido. Tudo pronto. Encontro com a galera e é só sorrisos. Todos juntos no deck em frente ao mar, fechamos os olhos. Para ampliar força e fluidez, nada melhor que yoga, alongamento e aquecimento profissional, acompanhado de quem entende. Na sequência, café da manhã maravilhoso.
Caminhando para o mar, nosso fotógrafo e câmera particular dá o toque: “Tô com o zoom em você em cada onda, heim? Vai com tudo!”. Pronto. Agora sou eu e o tubo perfeito, sem crowd, com muito sol e céu azul. Depois, relax na rede, uma viola de leve e conversas inspiradoras que fazem a diferença na vida.
Se é isso que você quer, essa barca é sua.
- Uma ilha com 50 habitantes;
- Homens e mulheres dropando altas;
- Natureza virgem e exuberante;
- Surf clássico & vento terral;
- Água quente, sem crowd;
- Foto & filmagem incluídos;
- Preparação de alta performance;
- Meditação & Yoga focadas no surf;
- Alimentação regrada;
- Aprendizagem com a Cultura local;
- Plano individual pós-viagem;
- Autoconhecimento & Planejamento de Vida;
- Corais vivos e intensa vida marinha.
WATERMEN Experience.
Consulte o preço pelo (011) 2386 1320 com Maria Pia.
Turma 1: 01 a 12 de julho.
Consulte-nos para logística completa.
O processo esportivo meditativo em um ambiente natural proporciona paz interior e presença, ampliando a autoconsciência e gerando um ambiente propício para reflexões sobre a vida e o trabalho. Escolheremos os melhores momentos para que cada um possa mergulhar em sua biografia, crenças, talentos, paixões, valores, sonhos, medos e barreiras, de forma que possa construir um plano de vida prático, que proporcione significado para sua trajetória profissional e pessoal. Neste processo também conheceremos os habitantes de ASU e suas histórias, com intérprete local.
Através de exercícios inovadores que misturam quiropraxia indiana, ginástica natural, pilates, fita de suspensão, elástico, bola de ginástica, dentre outros, programaremos o treino de acordo com o swell e com a modalidade de surfe individual.
Aproveitando a paradisíaca paisagem de ASU criaremos um ritmo de yoga, meditação, alongamento e automassagem, de forma que se possa relaxar e recuperar para mais um dia de surfe clássico.
Os melhores momentos do surfe e de toda trip serão captados por dois profissionais experientes, gestores do próprio ASU Camp (Samantha e Earl). Você receberá todas suas fotos, além de um vídeo com as ondas brutas de toda a galera (sem edição), de forma que todos possam levar essa experiência para toda a vida.
Confira as fotos em nossa galeria.
DIA 0 SÃO PAULO – MEDAN
Voo de São Paulo para Kuala Lumpur, Singapura ou Jakarta, onde possuem voos diários para Medan, 3ª maior cidade da Indonésia. Noite em Medan.
DIA 1 MEDAN – ASU CAMP
Pela manhã voltamos ao aeroporto para mais um voo de 1 hora com destino a Nias. Onde teremos um transfer nos esperando para uma viagem de carro de 3 horas. Chegamos em uma pequena cidade e pegamos um barco de 1h, e começamos a sentir os ares da Indonésia observando as paisagens de tirar o folego. Finalmente chegaremos ao “paraíso”. Tarde para descansar. Noite no ASU Camp.
DIAS 2 a 11 ASU CAMP
Os próximos dias da nossa viagem giram em torno das previsões e do swell. Surfe clássico diário é nossa prioridade. Por isso, algumas atividades terão rotina fixa e outras variáveis, de acordo com as condições. Nossa experiência funcionará junto aos ciclos da Natureza.
Abaixo exemplo de dia-a-dia, adequado de acordo com o grupo:
7h – Despertar;
7h30 - Café da manhã;
8h - Yoga & preparação física aplicada ao surfe (aprofundando o conhecimento de técnicas esportivas);
9h30 - SURF ASU (ou Workshop de Autoconhecimento & Planejamento de Vida);
11h30 – Atendimento individual ou descanso ou horário livre*;
12h30 - Almoço & Livre*;
16h - SURF ASU (ou Workshop de Autoconhecimento & Planejamento de Vida);
18h - Atendimento individual ou descanso ou horário livre*;
19h – Jantar;
20h - Livre*;
21h - Alongamento, Automassagem & Meditação;
22h – Cama, que amanhã tem mais.
*Nos horários livres poderão ser agendadas sessões de massagem, correção postural, preparação de treino individual, ou sessões de Coaching Individual de Vida e Trabalho. Não incluso, consulte os preços e horários para as consultas.
Dia 12 ASU CAMP – MEDAN
Após o café da manhã reforçado vamos nos despedir do ASU Camp e nos preparar para voltar.
Henrique Pistilli é atleta internacional de bodysurf com 8 temporadas no North Shore (Hawaii), Indonésia e Fernando de Noronha, tendo como base treinamento em polo aquático, canoagem havaiana e mergulho. Fundador e mentor da escola Kaha Nalu para jovens atletas.
Consultor pelo Instituto EcoSocial desde 2003. Possui 12 anos de experiência no desenho e condução de processos para mudança de cultura, design de negócios, desenvolvimento de lideranças, auto-conhecimento e planejamento de vida com empreendedores inovadores e diversas organizações. Concluiu a Formação de Líderes Facilitadores e o Aprofundamento para Consultores da Adigo. Tem formação em Antroposofia. Participou ativamente da fundação do Pioneers of Change e do Programa Germinar.
Profissional da saúde integral, formado e pós-graduado em educação física pela PUC de Brasília, com formação em quiropraxia indiana. Acumula anos de experiência como terapeuta nesta linha, além de atuar como personal trainner, instrutor de yoga, realinhamento postural, prevenção e recuperação de lesões, estruturação de treinos autodirigidos e relaxamento. Profissional inovador na preparação física de atletas e equipes de alta performance em diversas modalidades como corrida, triathlon, surfe, bodysurf, natação, waterpolo, dentre outros. É fundador, diretor geral e supervisor técnico da escola Kaha Nalu, com enfoque educativo para crianças e jovens.
Pós graduada em Gestão de Projetos e Liderança de Equipes na ESPM. Possui 6 anos de experiência empreendendo eventos inovadores com enfoque em autodesenvolvimento, criação de laços duradouros e protagonismo. Profissional de conexão entre necessidades e capacidades de pessoas, organizações e projetos. Participou ativamente da AIESEC e é co-fundadora do Instituto Via BR. Experiência internacional em mais de 20 países com enfoque na cultura oriental.
Surfista em busca da trip perfeita, que dropa 1 metrão com segurança.
Que busca uma relação mais profunda com o surf e com a natureza (espírito freesurf), dar um salto em sua performance, que vivenciam questionamentos sobre a vida e o trabalho.
Executivos surfistas que têm dificuldade em manter o ritmo de treino em meio ao alucinante ritmo das grandes cidades. A prática do esporte com este novo olhar, possibilitará a disciplina adequada para a realidade de cada um, mantendo o desempenho físico e a prática meditativa através do esporte.
Surfistas de alta performance, que buscam um significado maior para o esporte em sua vida. Ou seja, pessoas que buscam transcender a prática da pura competição para a filosofia de vida freesurf, tendo o esporte como uma prática meditativa.
Boardsurfers, handsurfers, bodyboarders, remadores de canoa havaiana, nadadores, jogadores de waterpolo e demais esportistas aquáticos, interessados em aprender as bases do bodysurf para aprimorar sua performance.
Nossa maior meta, além de muito surfe, é que você evolua continuamente em todos os aspectos da sua vida, surfando cada vez melhor em sua modalidade e praticando esportes até uma idade mais avançada!
Os watermen, ou “homens-água”, são aqueles que buscam a relação cada vez mais pura e integrada com o meio aquático, com o oceano, com as ondas. Nadando como golfinhos, interagindo com o fundo do mar e a vida sub-aquática, estando em sintonia com as estações do ano, com a mudança das marés e dos ventos, apreciando momentos mágicos ao nascer e ao pôr do sol.
![]() |
Destino: | Indonésia |
| Hospedagem: | Asu Camp | |
| Categoria: | Bangalô | |
| Noites: | 11 | |
| Detalhes: | O ASU Camp localiza-se privilegiadamente em frente ao pico de ASU, um point break perfeito que poderá ser observado há poucos passos do seu bangalô, incluindo um lindo por do sol por detrás das ondas. Cada bangalô hospeda 4 pessoas com simplicidade e conforto. | |
| Website: | www.asucamp.com |
"Saindo de Noronha até ASU foram 98 horas de viagem, contando vôos, conexões, viagem de carro e barco. Assim que cheguei, a primeira pergunta que me fizeram foi: Cadê sua prancha? e depois: Mas você não usa nem aquela pranchinha na mão?, como assim surfar somente com o corpo e nadadeiras?
Depois de me colocar no limite em 7 temporadas no Hawaii, big surf em pipeline, sunset, outside waimea e diversos picos, com tudo que se tem direito, inclusive crowd de até 100 pessoas na água, agradeço a vida por este presente.
Ser o primeiro a fazer bodysurf nessas ilhas indonésias paradisíacas e desertas, todo dia um pico clássico, alguns dias épicos, tubos tão perfeitos que parecem terem sido pintados com o maior capricho de Deus, sol, água quente e terral, com no máximo 4 pessoas na água, em total harmonia.
Qual surfista não sonha com isso? Aliás, ainda me pergunto se o que estou vivendo aqui é de fato real.
Para complementar, um mês de muito treino, yoga, alongamento, corrida na praia, malhação com pedras vulcânicas e corais, alimentação regrada, dormir cedo. Introspecção em busca de paz interior e principalmente meditação no ritmo silencioso das marolas, enquanto quebram na areia dessa pequena ilha de apenas 50 habitantes.
Estar sozinho, poder conversar com as marés sem bóias ou internet, mergulhar e conhecer de perto a personalidade de cada bancada, de cada onda. Nas primeiras duas semanas o vento norte soprou, e com 30 minutos de barco passamos os dias presenciando Bawa funcionar com 4-6 pés, algumas séries de 8 pés. Me senti como em um “mini sunset”, massa d’água, força e profundidade. Dependendo da maré e swell quebram 3 tipos de direitas, a última um tubo seco, mais raso, um triângulo delicioso para dropar do pico já colocando pra dentro, cuidando para não ganhar uma tatuagem natural de coral virgem. Depois, com vento sul e há 3 minutos de barco, ASU começou a funcionar, uma esquerda rápida, rasa e cortante, como um “pipe light”, mas com uma longa parede podendo rodar outro tubo poderoso no inside.
Ao caminhar pelas areias e conversar com os indonesianos, um dos povos mais alegres e amistosos que já convivi, conheci a história dos “hirmit crabs”, pequenos animais que parecem caranguejos mas que não tem casca grossa, nascem bem pequenos e se hospedam em conchas, caracóis, deixados por lesmas, que são outros animais. Para poderem crescer, os crabs precisam deixar sua concha e se arriscar em busca de uma concha maior, podendo chegar ao tamanho de uma mão humana aberta. Esse processo de crescimento exige muita coragem, pois as vezes a nova concha é muito maior e mais pesada que a anterior. Um deles, dos maiores já encontrados aqui, utilizava meia garrafa de coca-cola de vidro como concha. Ao conhecer essa historia pensei um pouco na minha própria vida, sempre buscando ondas maiores e mais desafiadoras. Porém, com o tempo, percebi que estar sozinho em harmonia com ondas perfeitas, não necessariamente tão grandes e pesadas assim, tem mais a ver com meu momento atual. Assim encontrei paz e um caminho mais feliz para continuar aprimorando meu bodysurf como prática esportiva meditativa espiritual. Boas perguntas valem mais que respostas mentais e vazias. Qual o tamanho da sua concha? Qual a hora certa de buscar uma concha maior ou vê-la com outros olhos?
Em havaiano bodysurf é kaha nalu, ou, literalmente, surf de deslize. Um surf não competitivo, sem circuitos mundiais ou grandes premiações, mas que hoje é reconhecido pelos watermen como a forma mais pura de conexão com a energia viva da onda e dos oceanos. A idéia destorcida de ser só um jacarezinho infantil ou despencar em fechadeiras de shorebreaks já era. Quando resgatamos a história do milenar bodysurf, mais antigo que o surf de prancha, nos surpreendemos quando descobrimos que se pode percorrer a onda até o final, fazer manobras radicais em ondas de até 12 pés havaianos, sair limpinho dos tubos e tudo que se tem direito, sendo desafiador pois precisa-se desenvolver continuamente a técnica para ganhar velocidade utilizando o próprio corpo como prancha.
A prática do surf primordial vem crescendo de forma silenciosa entre atletas mais maduros que, além de surfistas, querem se tornar watermen completos. Isso faz com que o bodysurf tenha a qualidade, ainda oculta, de unir esportes “rivais”, quando, por exemplo, Kelly Slater e Mike Stewart deixam suas pranchas de lado em busca de uma outra sensação, ou outro ângulo, surfando só com o corpo, a alma e o espírito, experimentando a total liberdade, nadando bem perto dos corais, tornando-se golfinhos.
Um outro fato interessante é que as lendas vivas do bodysurf, como Mark Cunningham, guarda-vidas responsável pela segurança de Pipeline durante 20 anos, atingem seu auge entre 40 e 50 anos de idade, impressionando pelo “estado da arte” de sua técnica e performance.
Na medida que envelhecemos podemos ir encontrando a sabedoria nas entrelinhas, pois surfar e viver possuem a mesma natureza. Não se trata de pegar a melhor onda, do melhor swell, do melhor pico, mas sim de encontrar dentro de si o reflexo da beleza que cada momento divino te proporciona. Todo momento é único e especial. Ao mesmo tempo, o mundo é reflexo do que existe em nosso interior. Somos puramente o que escolhemos hoje, a cada segundo. Parar, olhar, ouvir, estar vazio para ficar 100% presente, sentir-se parte do agora e de toda natureza ao redor.
Então, chega-se em um ponto onde simplesmente somos, mente e coração vazios são preenchidos com uma mensagem inspiradora:
“Saya tidak selancar dengan ombak ini seorong diri. Tetapi saya selancar bersama dengan semua leluhur saya, dengan semua ikan, dengan laut hidup, dengan matahari besar dan dengan alam sekitar” (em bahasa, um dos dialetos da indonésia)
"Não sou mais eu que surfo sozinho, mas também todos meus ancestrais comigo,
junto com os golfinhos, com todos os seres do oceano, com o grandioso sol e todo o universo!"
É difícil descrever tudo isso em palavras, principalmente depois de tantos experts já terem falado sobre ASU, pois viver o surf primitivo neste paraíso solitário surpreende as expectativas a cada segundo e sempre estará acima dos nossos sentidos, da nossa percepção.
Nunca achar que sabemos tudo sobre o surf. Viver o surf de cada swell, dia após dia. Compreender mais e mais o surf. Ser o surf. Ser.
Hopupu i ke kaha nalu, em tradução livre, vamos todos juntos com a energia divina, surfando a onda da vida,
Aloha"
Henrique Pistilli
Atleta freesurf de bodysurf há 20 anos e fundador da Escola Kaha Nalu para adolescentes, em Floripa e Noronha. Facilitador de Desenvolvimento Humano pelo Instituto EcoSocial.