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Watermen Experience Indonésia / 12 dias
 Foto: Asu Camp  Foto: Asu Camp  Foto: Asu Camp  Foto: Rodrigo Pacheco  Foto: Asu Camp  Foto: Asu Camp

 

Imagine...
Depois de rolar na cama por conta da ansiedade de ver as ondas da Indonésia, chegou a hora.
Abro a fresta da janela e sinto os primeiros raios do sol tocarem meu rosto. Mais um dia ensolarado. Separo meu equipamento preferido. Tudo pronto. Encontro com a galera e é só sorrisos. Todos juntos no deck em frente ao mar, fechamos os olhos.  Para ampliar força e fluidez, nada melhor que yoga, alongamento e aquecimento profissional, acompanhado de quem entende. Na sequência, café da manhã maravilhoso.
Caminhando para o mar, nosso fotógrafo e câmera particular dá o toque: “Tô com o zoom em você em cada onda, heim? Vai com tudo!”. Pronto. Agora sou eu e o tubo perfeito, sem crowd, com muito sol e céu azul. Depois, relax na rede, uma viola de leve e conversas inspiradoras que fazem a diferença na vida.
Se é isso que você quer, essa barca é sua. 
- Uma ilha com 50 habitantes;
- Homens e mulheres dropando altas;
- Natureza virgem e exuberante;
- Surf clássico & vento terral;
- Água quente, sem crowd;
- Foto & filmagem incluídos;
- Preparação de alta performance;
- Meditação & Yoga focadas no surf;
- Alimentação regrada;
- Aprendizagem com a Cultura local;
- Plano individual pós-viagem;
- Autoconhecimento & Planejamento de Vida;
- Corais vivos e intensa vida marinha.
WATERMEN Experience.

Imagine...

 

Depois de rolar na cama por conta da ansiedade de ver as ondas da Indonésia, chegou a hora.

Abro a fresta da janela e sinto os primeiros raios do sol tocarem meu rosto. Mais um dia ensolarado. Separo meu equipamento preferido. Tudo pronto. Encontro com a galera e é só sorrisos. Todos juntos no deck em frente ao mar, fechamos os olhos.  Para ampliar força e fluidez, nada melhor que yoga, alongamento e aquecimento profissional, acompanhado de quem entende. Na sequência, café da manhã maravilhoso.

Caminhando para o mar, nosso fotógrafo e câmera particular dá o toque: “Tô com o zoom em você em cada onda, heim? Vai com tudo!”. Pronto. Agora sou eu e o tubo perfeito, sem crowd, com muito sol e céu azul. Depois, relax na rede, uma viola de leve e conversas inspiradoras que fazem a diferença na vida.

 

Se é isso que você quer, essa barca é sua. 

 

- Uma ilha com 50 habitantes;

- Homens e mulheres dropando altas;

- Natureza virgem e exuberante;

- Surf clássico & vento terral;

- Água quente, sem crowd;

- Foto & filmagem incluídos;

- Preparação de alta performance;

- Meditação & Yoga focadas no surf;

- Alimentação regrada;

- Aprendizagem com a Cultura local;

- Plano individual pós-viagem;

- Autoconhecimento & Planejamento de Vida;

- Corais vivos e intensa vida marinha.

 

 

WATERMEN Experience.

 

INVESTIMENTO

Data

O que inclui

O que não inclui

Autodesenvolvimento

Preparação Física

Meditação & Yoga

Foto & Filmagem

Atleta & Consultor Facilitador

Preparador Físico & Terapeuta Integral

Apoio Local & Co-facilitação

Perfil do grupo

PARCEIRO

Hospedagem

Cristalino Jungle Lodge Destino: Indonésia
Hospedagem: Asu Camp
Categoria: Bangalô
Noites: 11
Detalhes: O ASU Camp localiza-se privilegiadamente em frente ao pico de ASU, um point break perfeito que poderá ser observado há poucos passos do seu bangalô, incluindo um lindo por do sol por detrás das ondas. Cada bangalô hospeda 4 pessoas com simplicidade e conforto.
Website: www.asucamp.com

SURF PRIMITIVO no paraíso solitário

"Saindo de Noronha até ASU foram 98 horas de viagem, contando vôos, conexões, viagem de carro e barco. Assim que cheguei, a primeira pergunta que me fizeram foi: Cadê sua prancha? e depois: Mas você não usa nem aquela pranchinha na mão?, como assim surfar somente com o corpo e nadadeiras?


Depois de me colocar no limite em 7 temporadas no Hawaii, big surf em pipeline, sunset, outside waimea e diversos picos, com tudo que se tem direito, inclusive crowd de até 100 pessoas na água, agradeço a vida por este presente.


Ser o primeiro a fazer bodysurf nessas ilhas indonésias paradisíacas e desertas, todo dia um pico clássico, alguns dias épicos, tubos tão perfeitos que parecem terem sido pintados com o maior capricho de Deus, sol, água quente e terral, com no máximo 4 pessoas na água, em total harmonia.


Qual surfista não sonha com isso? Aliás, ainda me pergunto se o que estou vivendo aqui é de fato real.


Para complementar, um mês de muito treino, yoga, alongamento, corrida na praia, malhação com pedras vulcânicas e corais, alimentação regrada, dormir cedo. Introspecção em busca de paz interior e principalmente meditação no ritmo silencioso das marolas, enquanto quebram na areia dessa pequena ilha de apenas 50 habitantes.


Estar sozinho, poder conversar com as marés sem bóias ou internet, mergulhar e conhecer de perto a personalidade de cada bancada, de cada onda. Nas primeiras duas semanas o vento norte soprou, e com 30 minutos de barco passamos os dias presenciando Bawa funcionar com 4-6 pés, algumas séries de 8 pés. Me senti como em um “mini sunset”, massa d’água, força e profundidade. Dependendo da maré e swell quebram 3 tipos de direitas, a última um tubo seco, mais raso, um triângulo delicioso para dropar do pico já colocando pra dentro, cuidando para não ganhar uma tatuagem natural de coral virgem. Depois, com vento sul e há 3 minutos de barco, ASU começou a funcionar, uma esquerda rápida, rasa e cortante, como um “pipe light”, mas com uma longa parede podendo rodar outro tubo poderoso no inside. 


Ao caminhar pelas areias e conversar com os indonesianos, um dos povos mais alegres e amistosos que já convivi, conheci a história dos “hirmit crabs”, pequenos animais que parecem caranguejos mas que não tem casca grossa, nascem bem pequenos e se hospedam em conchas, caracóis, deixados por lesmas, que são outros animais. Para poderem crescer, os crabs precisam deixar sua concha e se arriscar em busca de uma concha maior, podendo chegar ao tamanho de uma mão humana aberta. Esse processo de crescimento exige muita coragem, pois as vezes a nova concha é muito maior e mais pesada que a anterior. Um deles, dos maiores já encontrados aqui, utilizava meia garrafa de coca-cola de vidro como concha. Ao conhecer essa historia pensei um pouco na minha própria vida, sempre buscando ondas maiores e mais desafiadoras. Porém, com o tempo, percebi que estar sozinho em harmonia com ondas perfeitas, não necessariamente tão grandes e pesadas assim, tem mais a ver com meu momento atual. Assim encontrei paz e um caminho mais feliz para continuar aprimorando meu bodysurf como prática esportiva meditativa espiritual. Boas perguntas valem mais que respostas mentais e vazias. Qual o tamanho da sua concha? Qual a hora certa de buscar uma concha maior ou vê-la com outros olhos?


Em havaiano bodysurf é kaha nalu, ou, literalmente, surf de deslize. Um surf não competitivo, sem circuitos mundiais ou grandes premiações, mas que hoje é reconhecido pelos watermen como a forma mais pura de conexão com a energia viva da onda e dos oceanos. A idéia destorcida de ser só um jacarezinho infantil ou despencar em fechadeiras de shorebreaks já era. Quando resgatamos a história do milenar bodysurf, mais antigo que o surf de prancha,  nos surpreendemos quando descobrimos que se pode percorrer a onda até o final, fazer manobras radicais em ondas de até 12 pés havaianos, sair limpinho dos tubos e tudo que se tem direito, sendo desafiador pois precisa-se desenvolver continuamente a técnica para ganhar velocidade utilizando o próprio corpo como prancha.


A prática do surf primordial vem crescendo de forma silenciosa entre atletas mais maduros que, além de surfistas, querem se tornar watermen completos. Isso faz com que o bodysurf tenha a qualidade, ainda oculta, de unir esportes “rivais”, quando, por exemplo, Kelly Slater e Mike Stewart deixam suas pranchas de lado em busca de uma outra sensação, ou outro ângulo, surfando só com o corpo, a alma e o espírito, experimentando a total liberdade, nadando bem perto dos corais, tornando-se golfinhos.


Um outro fato interessante é que as lendas vivas do bodysurf, como Mark Cunningham, guarda-vidas responsável pela segurança de Pipeline durante 20 anos, atingem seu auge entre 40 e 50 anos de idade, impressionando pelo “estado da arte” de sua técnica e performance.


Na medida que envelhecemos podemos ir encontrando a sabedoria nas entrelinhas, pois surfar e viver possuem a mesma natureza. Não se trata de pegar a melhor onda, do melhor swell, do melhor pico, mas sim de encontrar dentro de si o reflexo da beleza que cada momento divino te proporciona. Todo momento é único e especial. Ao mesmo tempo, o mundo é reflexo do que existe em nosso interior. Somos puramente o que escolhemos hoje, a cada segundo. Parar, olhar, ouvir, estar vazio para ficar 100% presente, sentir-se parte do agora e de toda natureza ao redor.


Então, chega-se em um ponto onde simplesmente somos, mente e coração vazios são preenchidos com uma mensagem inspiradora:


“Saya tidak selancar dengan ombak ini seorong diri. Tetapi saya selancar bersama dengan semua leluhur saya, dengan semua ikan, dengan laut hidup, dengan matahari besar dan dengan alam sekitar” (em bahasa, um dos dialetos da indonésia)


"Não sou mais eu que surfo sozinho, mas também todos meus ancestrais comigo,

junto com os golfinhos, com todos os seres do oceano, com o grandioso sol e todo o universo!"


É difícil descrever tudo isso em palavras, principalmente depois de tantos experts já terem falado sobre ASU, pois viver o surf primitivo neste paraíso solitário surpreende as expectativas a cada segundo e sempre estará acima dos nossos sentidos, da nossa percepção.


Nunca achar que sabemos tudo sobre o surf. Viver o surf de cada swell, dia após dia. Compreender mais e mais o surf. Ser o surf. Ser.


Hopupu i ke kaha nalu, em tradução livre, vamos todos juntos com a energia divina, surfando a onda da vida,


Aloha"

 

Henrique Pistilli


Atleta freesurf de bodysurf há 20 anos e fundador da Escola Kaha Nalu para adolescentes, em Floripa e Noronha. Facilitador de Desenvolvimento Humano pelo Instituto EcoSocial.

GALERIA

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Foto: Asu Camp
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Foto: Rodrigo Pacheco
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