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Conheça aqui um pouco mais sobre algumas comunidades que já trabalham conosco, co-criando e operando nossas viagens.
Os Quilombos de Ribeirão Grande e Terra Seca estão localizados no municipio de Barra do Turvo, nas proximidades da Rod. Régis Bittencourt (BR 116), próximas à divisa dos estados de São Paulo e Paraná. Lá vivem cerca de 77 famílias, ou 430 pessoas, que sobrevivem através da agricultura de subsistência. Os principais produtos cultivados são arroz, feijão, mandioca, milho e diversos tipos de hortaliças, cultivadas em sistemas agroflorestais e também no antigo sistema de pousio, ou coivara (sistema tradicional agrícola praticado por povos indígenas, feito em regimes de rodízio, sem o auxílio de fertilizantes).
Esta comunidade é um aglomerado populacional do Núcleo Picinguaba (Bairro do Sertão da Fazenda da Caixa), que sediava no final do século XIX um engenho de açúcar e álcool e um moinho de fubá. Vivem lá cerca de 50 famílias, que sobrevivem da agricultura familiar. A comunidade também utiliza sistemas agroflorestais para produzir feijão, milho, hortaliças, e frutas como jambo, abacate, mamão, jaca, banana, etc. Atualmente a principal fonte de renda vem da comercialização de dois produtos: a Polpa de Juçara, cujo manejo sustentável é feito em parceria com o IPEMA (Instituto de Permacultura da Mata Atlântica); e a Farinha de Mandioca, produzida na histórica Casa de Farinha do quilombo. Esta comunidade procura desenvolver-se para o turismo rural (estabelecendo um restaurante em sua praia, por exemplo), vender produtos artesanais e assegurar seu direito a terra.
Camburi é uma pequena vila de pescadores perto de uma praia isolada que fica no coração do Parque Estadual da Serra do Mar (PESM). A linda praia de Camburi é a primeira de muitas que correm o litoral norte (fronteira do Rio de Janeiro e São Paulo até a cidade de Ubatuba). Por mais de 200 anos, quilombolas e caiçaras viveram lá em harmonia com a natureza. Camburi tem um significado histórico na prestação de refúgio para os primeiros quilombolas da região, que fugiram da escravidão das lavouras de café em Paraty, RJ. É uma comunidade de 49 famílias e 308 pessoas que ainda depende da forma tradicional de vida; Pescando em canoas de madeira e cozinhando em fogões a lenha. A área possui várias trilhas na floresta com cachoeiras escondidas e piscinas naturais. Os moradores gostariam de participar do turismo sustentável, como parte do desenvolvimento geral da comunidade e a preservação de seus modos de vida locais.